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OFICIALAS DE JUSTIÇA SOFREM COM ASSÉDIO SEXUAL NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO

20 de agosto de 2018
em Notícias
Oficialas de Justiça em todo o Brasil sofrem com o assédio sexual no exercício da função. Independentemente da prática ocorrer dentro da instituição ou nas ruas durante as diligências, o assédio no trabalho é mais comum do que se imagina no Judiciário.
 
Confundido algumas vezes com o assédio moral, o sexual é caracterizado pela insistência, impertinência e hostilidade praticada em grupo ou individualmente. Ele é classificado em dois tipos: o assédio sexual por intimidação e o assédio sexual por chantagem. Além de superiores ou colegas, também é considerado assédio quando a violação parte do jurisdicionado.
 
Segundo a Lei 8.112/90, o assédio é caracterizado como violação de boa conduta, urbanidade e moralidade administrativa. Quando praticado por servidor público, o mesmo pode ser punido e até ser exonerado da função.
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também já reconheceu o assédio sexual como ato contrário aos princípios da Administração Pública e sua prática se enquadra como improbidade administrativa.
 
Denunciar é a melhor defesa
 
Oficialas de Justiça e demais servidoras que, porventura, se sintam intimidadas ou vítimas da prática do assédio, devem fazer a denúncia para que medidas sejam efetivadas contra a conduta no serviço público e o assediador.
 
No caso da violação partir do executado durante as diligências, é fundamental que haja o registro do ato em certidão para que o caso seja conhecido e rechaçado.
 
A Aojus chama a atenção para o problema e convoca todo o oficialato a denunciar a prática desse abuso no trabalho. A sua denúncia pode ajudar outras colegas Oficialas de Justiça!
 
E você, já sofreu assédio sexual no cumprimento do seu trabalho?
 
Fonte: Aojustra
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