A delegação do Distrito Federal marcou presença ativa no VI Congresso Nacional dos Oficiais de Justiça (CONOJUS), realizado entre os dias 22 e 24 de abril, em Florianópolis (SC), consolidando a participação da AOJUS-DFTO em mais um espaço de debate e articulação institucional dos Oficiais no país.
O congresso reuniu representantes de todas as regiões, além de magistrados, parlamentares, especialistas e dirigentes de entidades, em três dias de intensa programação voltada aos desafios contemporâneos da carreira, como o uso de tecnologia e inteligência artificial, segurança institucional, valorização profissional e atuação político-legislativa.
O VI CONOJUS se consolidou como um espaço fundamental de reflexão e construção de caminhos para o futuro da profissão, especialmente em um cenário de profundas transformações no Judiciário.
Os debates evidenciaram a centralidade do Oficial de Justiça como agente essencial à efetividade da jurisdição, com destaque para o novo papel reconhecido pela Resolução nº 600 do CNJ, que amplia as atribuições e posiciona o servidor como agente de inteligência processual.
Além disso, temas como pesquisa patrimonial, uso de ferramentas eletrônicas, cooperação interinstitucional e impactos do modelo gerencial na saúde dos servidores estiveram no centro das discussões, reforçando a necessidade de estrutura, capacitação e valorização da carreira.
Veja AQUI o relatório completo da delegação da AOJUS-DFTO sobre a participação no CONOJUS
Para o presidente da AOJUS-DFTO, Julio Fontela, o Congresso representou um divisor de águas para a categoria. “O que vimos no VI CONOJUS não foi apenas um Congresso, foi um marco de reposicionamento institucional do oficial de justiça no Brasil. Não basta ampliar atribuições sem garantir estrutura, tecnologia, capacitação e proteção institucional”.
Fontela também chama a atenção para a necessidade de união e atuação política coordenada. “O futuro da carreira será definido pela nossa capacidade de articulação, de presença institucional e de defesa firme das nossas atribuições. União não é discurso, é estratégia de sobrevivência”, ressalta.
Para o diretor Lucas Palhares, “o cumprimento de mandados não pode mais ser dissociado da inteligência. O Oficial moderno precisa trabalhar com dados, cruzamento de informações e estratégia”.
Segundo ele, o domínio de ferramentas como Sisbajud, Renajud e Infojud é essencial para uma atuação mais eficiente e segura, reduzindo diligências improdutivas e ampliando a efetividade das ordens judiciais.
Contudo, Lucas alerta para a necessidade de investimento contínuo. “Tecnologia sem capacitação gera risco. Precisamos investir em formação contínua, padronização e criação de núcleos especializados.”
Já a diretora Amanda Sampaio ressalta que o VI CONOJUS evidenciou a importância das pautas estruturantes para o futuro da carreira. “Regulamentação da Resolução 600, porte de arma, Lei Orgânica e adicional de qualificação não são temas isolados, são estruturantes para o futuro da profissão”.
Ela também alertou para os riscos de perda de atribuições ao afirmar que “se não ocuparmos os espaços de decisão, outros ocuparão. A experiência portuguesa é um alerta claro de que a desjudicialização mal conduzida pode enfraquecer a carreira”.
Outro ponto de destaque foi a dimensão humana da atividade. A diretora Cristiane Felipe enfatizou a necessidade de olhar para as condições reais de trabalho. “O oficial de justiça não é um número. Ele é o elo entre o Judiciário e a sociedade, lidando com conflitos reais, situações de risco e alta carga emocional. Precisamos avançar na revisão de métricas, apoio psicológico, segurança funcional e reconhecimento do protagonismo silencioso”.
O VI CONOJUS deixa uma mensagem clara para toda a categoria: diante das transformações tecnológicas, pressões institucionais e disputas políticas, a união e o engajamento coletivo serão determinantes para garantir avanços e evitar retrocessos no futuro dos Oficiais de Justiça do Brasil.
Da assessoria de imprensa, Caroline P. Colombo





